3.11.08

Há um ano atrás

Lembro do dia em que publiquei esse post aqui... Há exatamente um ano atrás. Eu não sabia ainda como fazer pra isso acontecer, mas já me imaginava vivendo no cenário que me encontro hoje. Há pouco mais de uma semana recebi minha oferta de vaga pro que considero “o mestrado dos sonhos” pra mim, que sou aficionada por cinema: “Directing for film and TV”, na University of Westminster, em Londres.

A ansiedade é tamanha, ainda aguardo o resultado da bolsa. O curso começa em 9 de Janeiro, dia do meu aniversário, o que seria um baita presente. Mas tudo ainda está em suspense no momento, apesar da oferta.

Sei que nada disso é desculpa pra eu andar sumida. Na verdade, vou inclusive evitar voltar a esse assunto...

Sobre a vida nessa cidade cinza, só tenho a dizer que vale pela música. Nos últimos dois meses assisti a dois shows de Travis e outros dois de Keane.

Vou ter mais sobre o que falar em breve, mas quis passar aqui rapidamente só pra mostrar que este blog ainda está vivo, assim como eu. See you soon!

23.8.08

Ironias do destino (parte I)

Engraçado como as nossas vidas podem tomar rumos completamente diferentes do que um dia imaginamos quando se tenta a sorte em outro país. Claro, é preciso ser alguém com uma capacidade de adaptação incrível, ou, como diz a minha amiga Yanina, é preciso estar preparado para cair em qualquer território quando se pula do avião.

A ironia maior, pra mim, até agora, tem a ver com o meu emprego aqui. No Brasil, todo mundo sabe, eu corria desses processos seletivos longos, com dinâmicas de grupo, porque achava sempre muito desgastante e saia sempre com a idéia de que as avaliadoras me achavam louca ou com algum distúrbio mental. Sei lá, era a idéia que eu tinha. Não participei de muitos processos desse não, uns quatro eu acho. Mas não passei em nenhum deles e isso foi suficiente pra selar o trauma.

Aí basta chegar em Londres, trabalhar durante alguns shifts como cleaner (pois é, limpando mesmo, outra ironia, mas deixa essa pra outro post) que a gerente do RH me chama pra ser assistente dela. Até então, apenas porque eu falava inglês (acredite, coisa rara aqui). Um mês de “faz tudo”, quase uma office girl pra falar a verdade, e eu sou promovida a assistente de recrutamento, uma vez por semana (basicamente entregar formulários e recebê-los de volta toda sexta). Pouco mais de um mês no novo posto e passei a acumular duas funções, agora fazia também o Help Desk nos dias de evento (a coisa mais bacana até então, divertida até, fiquei feliz quando aconteceu). E, pronto, num piscar de olhos, vi minha chefe me oferecendo há um mês atrás um contrato e a posição de Coordenadora de Recrutamento.

A história toda foi pra explicar que hoje uma das minhas funções é ser aquela pessoa que passa com uma prancheta anotando comentários sobre cada um dos candidatos em uma dinâmica de grupo! Vai entender?!?! Eu... enfim. Acho que tenho feito direitinho o trabalho, mas não dá pra dizer que não é ironia.

Não sei se dá pra dizer que é irônico também, mas enfim. Meu segundo artigo publicado aqui teve versão de papel. Está na edição de Agosto da Jungle Drums.

Para quem está no Brasil, segue o link da versão online.

:: Dia 03 de Setembro eu vou pra Irlanda. Prometo trazer notícias fesquinhas do Festival Cois Fharraige, em Kilkee. Só pra citar alguns, vai ter Supergrass, The Zuttons (sabe "Valerie", então, não é da Amy Winehouse, é deles) e, claro, a razão de eu estar indo: TRAVIS! :)

:: Detalhe, em Setembro (29) tem Keane por aqui e em Outubro (8), Travis de novo, no Astoria.

30.7.08

Aconteceu...

Pois é, eu sumi de novo. Mas não é esse o acontecimento a que me refiro no título. Tive meu primeiro artigo publicado numa revista em Londres. Quer dizer, por enquanto só no site da revista [[Jungle Drums]]. Mas aguardem...

Segue o link: Versão em inglês / Versão em português.


A publicação é half-brazilian, half-gringa hehe, mas é gostosinha. Fala de cultura. O que mais eu posso querer?

De resto, a vida anda... e anda. Caminhando contra o vento, como diria Caetano. Ou, deixando a originalidade de lado e recorrendo ao óbvio do óbvio:

“I just happen to be here and it's ok
Green grass, blue eyes, grey sky, god bless
Silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say”

Um doce pra quem responder “qual é a música maestro?”.

Ouvindo: Agora REM porque o Olly está ouvindo, mas se fosse por mim, seria Los Hermanos, que nem ontem.